Dizem os especialistas na matéria, que Portugal é um País em que a sua população está envelhecida pela baixa taxa de natalidade. A fraca actividade de nascimentos está a pôr em causa inclusive, o sistema de segurança social, tal como ele foi idealizado, pois qualquer dia não temos pessoal para suportar os custos de tal sistema.
Entretanto, no outro dia enquanto dava largas á leitura de um semanário cá do sítio, deparei com um artigo que relatava um facto, num país do outro lado do mundo (por onde passaram e permaneceram figuras como Vasco da Gama, Afonso de Albuquerque e outros mais, até um de tal Jawaharlal Nehru resolver dar uma varridela no pessoal, e expulsar-nos de lá para fora) em que as autoridades locais estão a lançar uma campanha onde se oferecem prémios para “eliminar a possibilidade de ter mais filhos”, tais como automóveis televisores, motas, electrodomésticos, etc., em troca de vasectomias e laqueação de trompas.
Por cá, neste jardim à beira mar plantado, apesar de se falar ao contrário daquilo que se faz, não se fala em combater a natalidade, mas aumenta-se o custo de vida, retiram-se abonos de família, aumenta-se o desemprego e espante-se que já nem se poupa aqueles que estão para nascer, nas palavras de um candidato (se lá chegar) a primeiro-ministro no outro dia lá por terras de Jardim, dizia que os bebes que estão por aí a aparecer, já são portadores de dívida (não os títulos), tal e qual, ainda não nasceram e já devem. Por este andar o arquipélago da Madeira não tardará a ser o arquipélago das Desertas
De divagante a 31 de Agosto de 2011 às 08:49
A natalidade em Portugal teve um decréscimo acentuado e a tendência é continuar, pois os factores sociais não permitem aos casais pensar em ter um maior número de filhos. A politica do nosso pais, é como se oferecesse as ditas vasectomias em forma de desincentivo, uma vez que os casais não têm dinheiro para poder sustentar filhos.
Curioso é verificar que é nas classes sociais mais baixas que existe um maior número de nascimentos.
São esses os das classes sociais mais baixas, que encontram na família alguma razão de viver. Hoje infelizmente ou se pensa na família ou se pensa na "carreira"para atingir os fins a que se propôem na vida e para pensar na família é preciso ter amor para dar e não futilidades.
De
Rosinda a 31 de Agosto de 2011 às 09:16
É verdade que somos um País com muita gente "velha" o que dificulta a continuação do sistema da segurança social.
Também é verdade a eu ver claro, que hoje somos mais exigentes que num passado ainda recente.
Quantas mulheres amamentam e lavam fraldas?
Quantas pessoas andam a pé?
Quantas pessoas bebem água ao invés de sumos que só fazem mal?
Antigamente o pão era sagrado, agora muito frequentemento vejo sacadas dele no lixo...
As mudanças começam por nós.
Somos hoje consumidores de coisas supérfluas em excesso e achamos que não temos condições de ter filhos... será?
Um abraço
Rosinda
Sim! Somos arrastados como se de "uma moda" se tratasse. Lembro-me desses cuidados que os meus pais tinham para ter o minimo de conforto em casa, e não dava para desperdício algum, daquino que era desnecessário nem para lá se olhava e poupava-se.
Mas essee não é o verdadeiro problema, hoje em dia holha-se muito para o umbigo e pensa-se poucoem família tal como nós noutros tempos a concebía-mos.
Sinais do tempo ou falta dele?
De
Palomina a 31 de Agosto de 2011 às 10:54
Olá!
Concordo contigo e concordo em parte com o que a Rosinda diz, mas antigamente lavavam-se fraldas, porque a maioria das mulheres estavam em casa a tratar dos filhos, hoje essa parte seria impossivel para uma mulher que trabalha. No que toca aos maus hábitos, sem dúvida que isso tem que começar por nós e tenho pena, mas muita pena que não tenhamos incentivos para que a natalidade cresça, pois eu seria das que arriscaria a ter mais um filho, mas vendo a actual situação do nosso "jardim à beira mar plantado", prefiro "arriscar" noutro tipo de coisas.
Mas Tu já deste bem conta do recado
, tal como eu não olhamos para o lado, foi sempre em frente,
e também como Tu teria vontade de ter mais rapaziada cá por casa
,mas assim......é melhor fiar-mos como estamos.
Beijinho
De
Palomina a 31 de Agosto de 2011 às 22:29
Pois, fiquemos assim então, a vê-los crescer.
Beijo.
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